domingo, 23 de novembro de 2014

Garimpo clandestino é interditado na cidade de Turiaçu


Um garimpo ilegal foi interditado por fiscais da Secretaria de Meio Ambiente no município de Turiaçu, a 470 quilômetros de São Luís. Os garimpeiros usaram dragas para fazer escavações e abriram imensas crateras no meio da mata, em Angelim do Turiaçu, localizado no noroeste do Maranhão.

Os fiscais da Secretaria de Meio Ambiente do Estado entraram no garimpo escoltados por agentes da Polícia Civil. No local, eles encontraram os equipamentos usados na extração do ouro montados no interior das minas. Eram motores, bombas, centenas de metros de tubulação e até uma bateia. Um utensílio muito usado na separação do ouro do mercúrio.

Após a inspeção, o garimpo foi interditado com base na legislação federal, que prevê os crimes ambientais. Segundo os ficais, o garimpo do Angelim estava em atividade sem nenhuma licença ambiental.

De acordo com a Superintendente de Fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Naiara Rabelo Vale, mesmo sem a presença dos garimpeiros a região possuía todos os indicativos de que estava exercendo garimpo clandestino. “Por mais que no momento nós não tenhamos pego todos em flagrante, nós temos configurado que aqui estava havendo uma atividade de garimpo clandestino”, afirma.

Além de operar de modo clandestino, os garimpeiros estariam utilizando também explosivos para achar o ouro enterrado no chão. O que aumenta ainda mais os impactos ambientais na região. Segundo a delegada Aurifan Ribeiro, este tipo de atividade só aumenta os danos ao meio ambiente. “Há um dano ambiental. O que nós não temos aqui é a autoria desse dano no momento. Por isso, não se tem como fazer nada nesse momento. A não ser apurar pra se chegar na autoria”, ressalta.

O garimpo do Angelim já havia sido lacrado no ano de 2012, por ordem do juiz Ricardo Macieira, da 8ª Vara da Justiça Federal. Desta vez, 15 garimpeiros foram flagrados no barraco improvisado em condições precárias, onde a polícia apreendeu uma espingarda e munição.

O presidente da cooperativa dos garimpeiros foi notificado e recebeu um prazo máximo de 60 dias para entregar ao estado do Maranhão todo o material que estava sendo empregado no garimpo.


Fonte: G1 / Via Blog Godofredo Viana

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