terça-feira, 3 de março de 2015

Especialista dá dicas para prevenir a cistite



A cistite é uma inflamação da bexiga causada, na maioria das vezes, por uma infecção bacteriana. Homens, mulheres e crianças estão sujeitos à doença, que, no entanto, é prevalente no sexo feminino, já que as características anatômicas das mulheres favorecem sua incidência.

“A cistite apresenta sintomas inconvenientes e desconfortáveis, como necessidade urgente de urinar com frequência; escassa eliminação de urina e ardor em cada micção; dores na bexiga, nas costas e no baixo ventre; febre; e sangue na urina (em casos mais graves). Além disso, algumas mulheres ainda sofrem por desenvolver cistites repetidas”, explica o urologista Raphael Moreira.

Mais de 80% dos casos de cistite são causados por uma bactéria que vive no nosso intestino, chamada Escherichia coli. Eles ocorrem quando estas bactérias, que deveriam permanecer no trato intestinal, conseguem colonizar a região ao redor da vagina. “Muitas mulheres têm vergonha de apresentar cistite, pois relacionam a doença a maus hábitos de higiene. Sim, é importante redobrar os cuidados com a higiene pessoal, mas essa não é necessariamente a causa da cistite”, explica.

O tratamento da cistite deve ser feito por meio de antibiótico, para evitar a evolução da doença e também recorrências. Dr. Raphael Moreira afirma que se o tratamento for seguido à risca, a probabilidade de cura é grande. “No entanto, é fundamental tomar os medicamentos respeitando o tempo recomendado pelo médico, mesmo que os sintomas tenham desaparecido com as primeiras doses”.

Para evitar as dores e o desconforto gerados pela cistite, o especialista dá algumas dicas para que as mulheres evitem a doença. A primeira delas é beber muita água e outros líquidos. Urinar com frequência ajuda a expelir as bactérias da bexiga. “Não é indicado reter a urina na bexiga por longos períodos. Além disso, certifique-se de esvaziou a bexiga a cada ida ao banheiro. Outra recomendação importante é urinar depois das relações sexuais, o que favorece a eliminação das bactérias que se encontram no trato urinário”.

Outras recomendações importantes são evitar roupas intimas muito justas ou que retenham calor e umidade, porque facilitam a proliferação das bactérias; e cuidar da higiene íntima pessoal, principalmente depois de evacuar e na troca de absorventes higiênicos. “E deve-se sempre procurar um médico para ter o diagnóstico correto e a indicação do tratamento mais indicado. Vale lembrar que a automedicação é sempre perigosa”, finaliza o urologista.

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