quinta-feira, 26 de março de 2015

Roseana Sarney aplicou 78% da publicidade legal em jornal da própria família

Balcão de negócios: Roseana pagava o EMA como governadora e recebia  do outro lado como sócia do jornal.


Dados obtidos com exclusividade pelo blog Marrapá revelam que, entre os meses de fevereiro e dezembro de 2014, a ex-governadora Roseana Sarney investiu R$ 1.468.340,00 no jornal O Estado do Maranhão, de propriedade de sua família.

O repasse corresponde a 78% do valor pago pela publicidade legal, destinado pela ex-secretária de Comunicação, Carla Georgina, a veículos impressos locais e nacionais.

Para efeitos de comparação, o jornal O Imparcial, considerado o segundo maior em tiragem do estado, recebeu, no mesmo período, o equivalente a R$ 20 mil/mês.

O combativo Jornal Pequeno, conhecido pela linha editorial de oposição ao grupo Sarney, recebeu apenas R$ 62 mil para a divulgação de anúncios, aviso de licitação etc.

Os pagamentos a veículos de maior repercussão, que atingem um público qualificado, como o Valor Econômico e a Folha de São Paulo, nem de longe se comparam às vultuosas verbas destinadas ao folheto político da família Sarney. Os jornais de abrangência nacional receberam pouco mais de R$ 84 mil no ano passado.
Hegemonia financeira: Tabela com os repasses da Secom de Roseana Sarney a veículos impressos, referentes a 2014, mostra o privilégio do jornal O Estado do Maranhão em relação aos demais jornais.


Em pouco mais de dois meses de torneiras fechadas, o jornal financiado quase que exclusivamente com recursos públicos começa a dar sinais de que não resistirá por muito tempo longe das tetas do governo.

No atabalhoado editorial publicado nesta terça-feira (24), O Estado do Maranhão tenta se afirmar como único veículo do estado com relevância e credibilidade, baseado em uma pesquisa antiga e descontextualizada do Governo Federal, e critica proposta do governo Flávio Dino de democratizar a informação, investindo em mídias alternativas, jornais regionais, rádios comunitárias e blogs.

Com o pires na mão, o empresário Fernando Sarney atua em outra frente, enviando emissários ao Palácio dos Leões, a fim de evitar a bancarrota do pasquim sarneyzista, que resistiu a décadas de mau jornalismo graças ao patrocínio à custa do contribuinte maranhense.

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