domingo, 7 de junho de 2015

Índia proíbe produção e venda de macarrão instantâneo da Nestlé

(4 jun) Pacotes de macarrão Maggi são queimados durante uma manifestação em Calcutá


A Índia determinou nesta sexta-feira que a Nestlé interrompa a produção e venda do macarrão instantâneo Maggi no país, depois que exames detectaram altos níveis de chumbo.

A Autoridade de Segurança e Padrões Alimentares (FSSAI) ordenou à filial da Nestlé na Índia que retire do mercado "nove variedades de macarrão instantâneo Maggi e que interrompa a produção".

A agência indiana afirma que a empresa suíça infringiu as normas em três pontos: concentrações de chumbo que superam o limite estabelecido, rótulos enganosos sobre a presença de glutamato monossódico, um polêmico aditivo alimentar, e a venda de una variedade de sopa sem autorização.

A Nestlé já havia anunciado a retirada dos produtos, mas o diretor geral da empresa, Paul Bulckle, afirmou que os macarrões eram "aptos para o consumo", em uma entrevista coletiva em Nova Délhi.

"Retiramos do mercado por causa da confusão, já que a confiança do consumidor foi afetada", disse.

Bulckle declarou que não questiona os testes indianos, mas que considera necessário esclarecer a metodologia utilizada pelos diferentes laboratórios.

Seis estados indianos haviam anunciado a proibição temporária da venda de macarrão Maggi depois da detecção de altas concentrações de chumbo no produto.

A polêmica cresceu nos últimos dias e na quinta-feira um grupo de ativistas queimou pacotes de sopa em um protesto em Calcutá.

A marca Maggi está presente há três décadas na Índia e domina 80% do mercado de macarrão instantâneo.

O produto, que é vendido como um alimento saudável de preparo rápido, é muito popular no país asiático, onde cada vez mais pessoas abandonam a residência familiar para estudar ou procurar trabalho.

A Maggi se tornou uma das cinco marcas de maior confiança dos indianos, segundo uma pesquisa divulgada no ano passado.

A notícia da proibição da venda era uma das mais compartilhadas nas redes sociais nesta sexta-feira no país.

"Um conluio de multinacionais sem escrúpulos, agências de publicidade e agências reguladoras da alimentação levaram à venda a cada dia aos indianos de qualquer coisa como se fosse um néctar emocional", escreveu o escritor Chetan Bhagat no Twitter.

Algumas pessoas lamentaram não saber cozinhar outra coisa, apenas o macarrão instantâneo.

Para a Nestlé, a crise começou com a decisão do estado de Uttar Pradesh (norte) de processar a filial indiana em 30 de maio, após a descoberta de altos níveis de chumbo nos produtos e de glutamato monossódico.

O Future Group, maior grupo de supermercados da Índia, retirou imediatamente os pacotes da marca Maggi de suas 500 lojas, "por motivos de precaução".

A empresa suíça afirmou que não usa glutamato monossódico em seus produtos na Índia, mas que este pode ser encontrado de forma natural em alguns de seus ingredientes.

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