domingo, 28 de junho de 2015

Morre com difteria menino não vacinado por decisão dos pais


Uma criança de seis anos, primeiro caso de difteria em Espanha desde 1987, morreu após um mês de luta contra a bactéria e de polêmica sobre a vacinação, já que o menino não estava vacinado, foi hoje anunciado.

O anúncio foi feito hoje pelo Hospital de Vall d'Hebron de Barcelona, onde a criança estava internada com difteria desde o fim de maio. O tratamento foi adiado devido à dificuldade de encontrar a antitoxina na Europa, finalmente fornecida pela Rússia. Nove crianças e um adulto que se relacionaram com a criança foram contagiados, sem no entanto desenvolver a doença, já que todos estavam vacinados, segundo os serviços de saúde da Catalunha.

A recusa dos pais em vacinar a criança por receio dos efeitos secundários relançou a polêmica sobre os riscos das vacinas e a ausência de vacinação. "Lançamos um apelo aos pais: que vacinem os seus filhos", declarou sábado o responsável da saúde da região da Catalunha Boi Ruiz, durante uma conferência de imprensa. "Não há risco zero. Mas o que não se pode fazer é utilizar o fato de não haver risco zero para criar medo nos pais em relação às vacinas", acrescentou. "Acontecer uma coisa destas num país onde o acesso à vacinação é um direito gratuito e universal deve, enquanto sociedade, fazer-nos refletir", acrescentou, salvaguardando que o nível de vacinação é "muito alto" na Espanha.

Na França, uma nova polêmica surgiu com a morte de um bebê de sete meses que tinha recebido a injeção de duas vacinas contra a tosse convulsa, a hepatite B, a poliomielite, o tétano e a difteria. Uma petição lançada por um especialista em câncer, Henri Joyeux, assinada por mais de 500 mil pessoas e criticada pelas autoridades francesas, denunciou a falta de vacinas diferenciadas e o perigo de uma nova vacina mais cara do que as antigas que protege de uma só vez contra seis doenças, mas que contém -- segundo o especialista - "substâncias perigosas".

A taxa de vacinação de crianças contra as doenças difteria-tétano-tosse convulsa é de 84% a nível mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde.
Fonte: MSN Notícias via Sobral 24 horas

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