domingo, 7 de junho de 2015

Torcedor de 15 anos do Joinville é ferido por bala de borracha e perde olho

O torcedor Jonathan Willian, em foto tirada antes de ter sido atingido por uma bala de borracha da PM catarinense


O adolescente de 15 anos Jonathan Willian, torcedor do Joinville, foi atingido por uma bala de borracha disparada pela Polícia Militar de Santa Catarina e perdeu a visão do olho direito. O incidente aconteceu na tarde do último sábado (6) nas proximidades da Arena Joinville, antes da partida do time da casa contra o Corinthians, válida pelo Campeonato Brasileiro.

A confusão começou quando veículos com torcedores do Corinthians começaram a chegar ao estádio pela mesma rua onde estavam concentrados torcedores do Joinville. Em um dado momento, de acordo com torcedores ouvidos pelo UOL Esporte que estavam no local, teve início uma briga entre corintianos e torcedores do Joinville.

A Polícia Militar, então, chegou para encerrar o conflito utilizando bombas de gás e efeito moral, tropas da cavalaria e disparos de balas de borracha. De acordo com testemunhas que estavam no local, uma dessas balas atingiu Jonathan Willian, que passou por uma cirurgia no sábado à noite no hospital Municipal São José, em Joinville.

O globo ocular atingindo teve que ser retirado, e Jonathan já teve alta e se recupera do procedimento em sua casa. Dentro de 60 dias, ele deverá voltar ao hospital, para colocar uma prótese.

De acordo com o comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar de Santa Catarina, tenente-coronel Nelson Coelho, será aberto um inquérito policial para apurar os fatos e responsabilidades. Para o tenente-coronel, ainda não é possível afirmar que foi mesmo uma bala de borracha que atingiu o adolescente, já que muitas pedras estariam sendo atiradas no momento do incidente.

História bem diferente contou ao UOL Esporte o torcedor Leandro Rocha, que estava ao lado do amigo Jonathan quando tudo aconteceu:

"Eu estava perto do Jonathan quando o policial atirou na nossa direção. Eu estava com minha namorada e mandei ela correr para um lugar seguro. Ela pediu que ele fosse junto, afinal somos todos amigos, mas não deu tempo de nada. O policial apontava a arma em nossa direção, daí eu olhei para frente, escutei os disparos e somente após o tumulto encontrei o Jonathan me procurando, com a mão no olho, pedindo ajuda.

Levamos ele para o outro lado da rua, liguei pra mãe dele, a imprensa chegou e estava eu, ele, um câmera e outros dois torcedores no local. A cavalaria veio e mandou todos saírem do local, se não iriam 'sentar o dedo' de novo e jogar bombas."

Na tarde deste domingo, Jonathan falou rapidamente com o UOL Esporte. Disse que estava bem, na medida do possível, agradeceu o apoio que recebeu dos amigos e disse que iria descansar.

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