quinta-feira, 9 de julho de 2015

Não acredito nessa barbaridade', diz mãe de garota violentada no Piauí

Uma multidão se aglomerou em frente a delegacia de Castelo do Piauí (Foto: Catarina Costa/G1)

Mãe de uma das garotas violentadas em Castelo do Piauí (Foto: Catarina Costa/G1)
Mãe de uma das garotas violentadas em Castelo
do Piauí (Foto: Catarina Costa/G1)
A mãe de uma das garotas brutalmente violentada na cidade de Castelo do Piauí, declarou ao G1 que ainda não consegue acreditar em tudo que aconteceu. “Não sei como isso foi acontecer. Não consigo acreditar nessa barbaridade”, falou. Nessa quarta-feira (27), cinco homens, sendo quatro menores, amarraram, violentaram e espancaram quatro adolescentes. Quatro suspeitos foram apreendidos e um é considerado foragido pela Polícia Civil.

A filha dela é a que está em estado mais grave e permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgência de Teresina. Segundo boletim médico divulgado às 12h desta quinta-feira (28), a garota teve traumatismo craniano e chegou a perder parte de uma orelha.

A mãe relatou que chegou a falar com a filha pelo telefone por volta das 16h30 de ontem e a garota informou que estava saindo com as amigas para fazer fotos para um trabalho da escola. As quatro meninas violentadas e jogadas de um penhasco com mais de 10 metros de altura, segundo a perícia da Polícia Civil, cursam o 3º ano do ensino médio. Duas têm 17 anos, uma 16 e a outra 15 anos.

“Não perguntei para ela onde era e só às 17h30, quando cheguei em casa, um dos meus filhos disse que viu a moto da irmã passando no carro da polícia. Pensei que ela tinha sofrido um acidente ou se tratava de um sequestro, pois ninguém sabia onde ela estava. Liguei para as amigas dela e para os pais, que também ficaram aparvoados porque ninguém sabia o paradeiro delas”, contou.

Ela lembra que logo depois o irmão decidiu sair para procurar as meninas e foi até o conhecido Morro do Garrote. Após a notícia do desaparecimento das meninas se espalhar pela cidade, vários populares se mobilizaram para ajudar nas buscas.

As quatro adolescentes foram encontradas desacordadas, com graves ferimentos pelo corpo e levadas para o hospital da cidade. Por conta da gravidade, as jovens tiveram que ser transferidas para a capital.
“Quero justiça. Eles devem pagar pelo que fizeram e nem gosto de pensar em como a minha filha está nesse momento”, disse a mãe. 

O pai da garota também desabafou: “Nunca imaginei que isso poderia acontecer. O sentimento é de muita revolta porque eu sou um homem trabalhador e minha filha é muito organizada e responsável. Ela veio para a cidade para terminar os estudos. Quando chego, me deparo com uma situação dessas que nunca esperava”, disse.

Prima iria junto

A prima da garota internada em estado grave relatou que chegou a ser chamada para ir junto com o grupo fazer as fotos no Morro do Garrote, mas acabou chegando atrasada ao local que tinham marcado. “Era pra eu estar junto com minha prima. Acabei não encontrando elas”, disse.

Ainda conforme a familiar, a garota estava feliz porque havia feito recentemente a inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e saiu da zona rural no início do ano para estudar na cidade de Castelo do Piauí. “Quando confirmaram o que tinha acontecido com elas caí no chão, chorei muito. Foi horrível”, falou.

Investigações

A polícia já apreendeu na manhã desta quinta-feira (28) quatro dos cinco suspeitos de participar do estupro coletivo. Todos são menores de idade e estão na delegacia de Campo Maior, a 85 km de Teresina. Segundo o delegado Laércio Evangelista, um dos adolescentes confessou o crime e delatou os demais. Nenhum deles ainda apresentou defesa.

A polícia descobriu o crime contra as adolescentes quando investigava um assalto a um posto de combustíveis ocorrido no dia 22 de maio. Durante as buscas por um dos criminosos foragidos no assalto, a polícia encontrou duas motos abandonadas no mato.

"Nós levamos essas motos para a delegacia e pouco depois familiares das meninas chegaram para registrar o desaparecimento. Ao ver as motos, os parentes reconheceram que eram as mesmas que as meninas andavam e aí começamos as buscas", disse o delegado Laércio Evangelista.
Segundo ele, o crime foi "muito bárbaro e cruel". "Eles cortaram os pulsos das meninas, furaram mamilos e olhos e depois ainda as arremessaram de cima de um morro", disse.

Do G1 PI, em Castelo do Piauí Via AGORA PARNAHYBA E REGIÃO

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