quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Polícia impede velório, remove corpo para o IML e filha de finado é levada para Delegacia em Cocal



Na manhã desta segunda-feira (28/12), os policiais civis Walter Brune e Diego Leite, interromperam o velório da senhora Francisca da Silva Carvalho, conhecida popularmente como "Chica Benta", de 69 anos, falecida no final da tarde de ontem [domingo (27/12)]. O corpo da idosa estava sendo velado por familiares e amigos em sua residência, situada na Rua: Luís Correia, Bairro São Francisco em Cocal, quando foi removido do caixão e encaminhado ao Posto Avançado do Instituto Médico Legal (IML) de Parnaíba.
De inicio a principal suspeita é que a idosa teria morrido de causas naturais. Porém, a decisão de interromper o velório e solicitar o exame de necropsia ao IML foi tomada depois que a polícia recebeu inúmeras denúncias vindas dos próprios familiares e de alguns vizinhos que relataram que a senhora sofria constantemente de maus-tratos e teria sido espancada por uma de suas filhas antes de morrer.

A mulher apontada pelos familiares e vizinhos de ser a responsável pela morte da própria mãe trata-se de Maria de Fátima Carvalho Miranda, de 43 anos. Ela foi conduzida a Delegacia de Policia Civil de Cocal para prestar esclarecimentos e foi liberada após prestar o depoimento, pois no momento não há provas contundentes que a incrimine.

"O médico legista que está de plantão hoje no IML de Parnaíba realizou o exame cadavérico apenas no corpo, do pescoço pra baixo, e não identificou a 'causa mortis'da idosa. Ele alegou não ter meios técnicos para a realização de uma análise mais detalhada que requer periciar a cabeça, e decidiu encaminhar o corpo da senhora Chica Benta para o IML de Teresina, para que possa ser feito os exames necessários, disse o APC Walter Brune, que está acompanhando o caso. 

Um inquérito policial já foi instaurado para apurar as acusações de agressão, maus-tratos e também para descobrir as causas e as circunstâncias da morte da idosa. Nos próximos dias, os familiares e vizinhos que acusam Maria de Fátima serão ouvidas para apuração dos fatos. Além disso, a Polícia Civil aguarda o laudo cadavérico e demais exames realizados, que confirmará se a senhora morreu em decorrência de morte natural ou morte violenta.

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