sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Ex-superintendente do Incra volta a ser preso em Santarém

Superintendente do Incra em Santarém, Luiz Bacelar foi preso na manhã de segunda pela PF (Foto: Reprodução/TV Tapajós)
Ex-superintendente do Incra Luiz Bacelar
(Foto: Reprodução/TV Tapajós)

O ex-superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Luiz Bacelar Guerreiro Júnior voltou a ser preso na noite de quinta-feira (7), no município de Oriximiná, no oeste do Pará, após ter o mandado de prisão expedido pelo Juiz titular da 2ª Vara da Justiça Federal de Santarém, oeste paraense

Segundo a Polícia Federal (PF), dos sete mandados de prisão expeditos pela justiça, quatro foram cumpridos. Além do ex-superintendente, dois são de Santarém. Três pessoas estão foragidas. Os acusados são réus da operação "Madeira Limpa", deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2015.

De acordo com o delegado PF em Santarém, Olavo Pimentel, houve uma mudança de entendimento no processo dos acusados. “No fim do ano a defesa entrou com uma solicitação especial junto ao juiz plantonista lá de Belém e ele decidiu revogar a prisão dos sete acusados. Com o retorno do juiz titular do processo na vara de Santarém, os mandados de prisão foram novamente reativados”, explica.

Ainda segundo o delegado, Luiz Bacelar está preso na Penitenciária Agrícola Sílvio Hall de Moura, na vila de Cucurunã.

Prisão de Bacelar na operação Madeira Limpa
Luiz Bacelar, que na época era superintendente do Incra, teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Federal na manhã do dia 24 de agosto. Ele foi encaminhado à sede da Polícia Federal do município durante a operação "Madeira limpa". De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), ele permitia que empresários do ramo da madeira explorassem ilegalmente assentamentos da região.

O advogado de Bacelar, Osmando Figueiredo recorreu em Brasília, junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), a soltura do ex-superintendetnte. Ele estava preso no Centro de Recuperação Agrícola Silvio Hall de Moura e foi exonerado do cargo após a prisão. Após quatro meses preso, Bacelar foi solto na noite do dia 28 de dezembro, por meio de alvará de soltura expedido pelo juiz federal Antônio Carlos Almeida Campelo.

Entenda

A operação Madeira Limpa foi deflagrada no dia 24 de agosto e prendeu 21 pessoas suspeitas de integrar a quadrilha. O esquema envolvia empresários do ramo madeireiro e servidores públicos municipais, estaduais e federais de vários municípios do Pará, de Manaus (AM) e de Florianópolis (SC).

Entre os presos de Santarém estão o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) Luiz Bacelar Guerreiro Júnior, o servidor do órgão, Adriano Luiz Minello, um madeireiro e o filho dele, e mais uma pessoa. Da cidade de Óbidos (PA), o secretário de meio ambiente, Vinícius Lopes, teve prisão temporária de cinco dias decretada.

Em Belém, onze pessoas foram presas, entre elas, servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Em cada um dos municípios de Itaituba (PA), Monte Alegre (PA), Manaus (AM) e Florianópolis (SC) uma pessoa foi presa.

As investigações da Polícia Federal duraram oito meses, tendo iniciado em 2014 e constatado que os servidores públicos formaram um grupo que atuava em três núcleos: o primeiro concentrava os negociantes de créditos florestais fictícios e empresas que recebiam madeira ilegal; o segundo desmatava ilegalmente as áreas com permissão de servidores do Incra; o terceiro vendia informações privilegiadas sobre fiscalizações de órgãos ambientais e liberação de empresas irregulares.

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