quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Sociedade em hidrelétrica explica pagamento de R$ 1 milhão a Lobão Filho pela Bertin

Sociedade em hidrelétrica explica pagamento de R$ 1 milhão a Lobão Filho pela Bertin


A sociedade numa hidrelétrica seria a justificativa para um pagamento mensal de R$ 1 milhão ao suplente senador Lobão Filho (PMDB) - no registro com o paio, Edison Lobão (ex-ministro de Minas e Energia) e a presidente Dilma - pelo Grupo Bertin, segundo explicação do criminalista Roberto Podval, que representa a empresa. Segundo ele, “existiu de fato”, com o negócio devidamente registrado e formalizado, mas acabou desfeito. “Houve uma discussão arbitral quando da separação da sociedade. Houve uma discussão que acabou provocando a separação da sociedade em uma pequena central hidrelétrica. O distrato ocorreu por causa dessa discussão em torno de valores”, acrescentou. 

A explicação foi dada ao jornal O Estado de São Paulo, que na edição desta quarta-feira (06) informa que a Polícia Federal investiga os pagamentos feitos pelo Grupo Bertin, envolvido no suposto esquema de financiamento ilegal ao PT executado pelo pecuarista José Carlos Bumlai. Segundo o jornal, a PF apreendeu num dos escritórios da Bertin documento de cobrança, liberação de pagamento e oito notas promissórias de R$ 1 milhão cada, com vencimentos entre agosto de 2014 e maio deste ano.

Descoberta teria sido acidental, pois enquanto um equipe prendia Bumlai, em Brasília, outra fazia buscas no escritório do Grupo Bertin, em São Paulo, para encontrar material relacionado ao empréstimo de R$ 12 milhões tomado pelo pecuarista do Banco Schahin, que teria sido usado para quitar dívidas do PT. Num dos documentos apreendidos, apareceu a Santri Participações Societárias S.A., registrada em nome de Fernando Antônio Bertin e Natalino Bertin, como devedora notificada por Edison Lobão Filho.

“Objeto da mora: 1ª, 2ª e 3ª parcelas do acordo particular de compra e venda de ações das empresas Curuá Energia S/A e Buriti Energia S/A, firmado entre Notificados e Notificante”, registra o documento, de 27 de outubro de 2014 – sete meses após ser deflagrada a fase ostensiva da Lava Jato. A Buriti e a Curuá são duas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), localizadas em Mato Grosso e Pará, respectivamente.

No mesmo endereço, foram apreendidas 8 notas promissórias do Grupo Bertin para Lobão Filho, além de documentos das duas empresas de energia do Mato Grosso. Três deles são de agosto, setembro e outubro de 2015, todos com valor de R$ 1 milhão. Outras cinco notas são mensais emitidas entre janeiro e maio deste ano.

Em outro malote analisado pela PF, entre o material aprendido nos endereços do Grupo Bertin, foi encontrada as autorizações dada pelos atuais conselheiros das empresas Curuá e Buriti, entre eles dois membros da família Bertin, para pagamentos para Lobão Filho e o empresário Filadelfo dos Reis Dias e para Fernando Bertin, datados de julho deste ano. São liberações de julho, agosto, setembro e outubro, sempre no mesmo valor.

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