terça-feira, 1 de agosto de 2017

Ao dizer à PF que delator da Lava Jato o chamava de pai, Sarney faz jus à história da corrupção no País

Sarney e Sérgio Machado, o delator da Lava Jato que o chamava de pai


A coluna Expresso publicada pela revista Época revelou que no depoimento que prestou à Polícia Federal sobre as suspeitas de obstrução da Justiça, o ex-presidente José Sarney foi questionado sobre a sua relação com o delator e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que gravou conversas com caciques do PMDB. Sarney disse aos policiais que “Machado demonstrava ter muito respeito, tendo algumas vezes me chamado de pai”.

Durante onze anos em que esteve à frente da Transpetro, Machado desviou cerca de 70 milhões de reais para si em propinas.

Então nada mais natural ele chamar Sarney de pai, uma inspiração e exemplo de sucesso econômico na carreira pública, com um patrimônio invejável alcançado por sua família exercendo cargos eletivos, que hoje tem teto salarial de R$ 33.763,00.

Em 2014, a revista norte-americana Forbes listou os políticos mais ricos do Brasil. E apontou que Sarney e sua família, que governou o Maranhão, um dos estados mais pobres do País, por mais de quatro décadas, é uma das mais ricas entre os políticos do país, com um patrimônio líquido estimado à época acima de US$ 100 milhões.

Já o site Wikileaks vazou um documento em 2009 afirmando que somente a sua filha, Roseana Sarney, em 1999, ainda no seu primeiro, dos quatro mandatos de governadora (antes ela tinha exercido o mandato de deputada federal) tinha cerca de US$ 150 milhões nas Ilhas Caimãs, um dos mais notórios paraísos fiscais do mundo.

Não é à toa que um corrupto confesso como Sérgio Machado chamava Sarney de pai!

Nenhum comentário:
Escreva comentários

REGRAS DE POSTAR SEUS COMENTÁRIOS;

- Comentários que agredirem outras pessoas serão excluidos
- Deixe sua opinião e evite palavras de baixos escalão

Seguidores

Acessos

Postagens