sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Morte de ex-prefeito pode estar ligada a roubo de gado; o próprio filho é suspeito


Morte de ex-prefeito pode estar ligada a roubo de gado; o próprio filho é suspeito

Chegou a São Luís por volta do meio dia, Manoel Mariano de Sousa Jr., filho e principal suspeito de ser o responsável pela morte do pai, o ex-prefeito de Barra do Corda Nenzin, morto a tiro de revólver, na última quarta feira.

O secretário de Segurança Jeferson Portela, que acompanha o caso de perto, informou que as investigações já apontam os motivos do crime e a sequência da tentativa de ocultação da autoria pelo principal suspeito.

O motivo

As investigações descobriram que havia uma questão envolvendo roubo de gado da fazenda de Nenzin. Onde deveria haver cerca de 560 cabeças, só havia 81. Fato confirmado pelo vaqueiro da fazenda, já preso e confessado participação no roubo.

Segundo investigações, no dia do crime, pai e filho se encaminhavam até a fazenda da vítima para realizar uma contagem do gado, mas, no caminho, ocorreu o disparo que culminou na morte do ex-prefeito de Barra do Corda.

A ação

Pai e filho saíram de casa por volta das 6:15 da manhã, rumo à fazenda. Segundo o suspeito, no caminho Nenzin teria pedido para parar para urinar, quando foram surpreendidos pelo autor do tiro.

O secretário de segurança diz que, segundo a perícia criminal, o disparo ocorreu aproximadamente às 7 horas, e no interior do veículo. O secretário de segurança informa, ainda, que o local onde aconteceram os disparos estava a cinco minutos de uma Unidade de Pronto Atendimento, porém, ao invés de seguir direto para a UPA, o suspeito ainda circulou com a caminhonete por 38 minutos, chegando, inclusive, a parar no condomínio onde morava e pegar outra pessoa, que assumiu a direção do veículo. A movimentação pode ser confirmada por câmeras instaladas no itinerário percorrido.

Mais um detalhe

Outro detalhe apontado por Jeferson Portela é a lavagem executada no interior do veículo onde ocorreu o crime, no mesmo dia. Configurando-se, segundo o secretário, numa tentativa de ocultação de provas. “Mas nada disso impede a perícia”, acrescenta.

Inquérito

Manoel Mariano de Sousa Jr, mais conhecido como Júnior de Nenzin, que se manteve em silêncio até agora, está com prisão temporária decretada e passa por novas inquirições, que segundo o secretário, vão esclarecer os detalhes que ainda faltam. O inquérito tem prazo de 30 dias para ser concluído.

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