segunda-feira, 14 de maio de 2018

Para a Globo, o cristianismo é sempre motivo de piada

Quando ainda se chamava Zorra Total, o humorístico de sábado da rede Globo ficou 15 anos no ar e era recheado de bordões e o humor “à moda antiga”. Considerado ultrapassado em tempos onde o politicamente correto predomina, saiu do ar para voltar “repaginado”. Com o nome encolhido para “Zorra”, apostou em quadros mais curtos, com atores mais novos, que fizeram sucesso em outras emissoras ou na internet.

Seu principal roteirista Marcius Melhem é o mesmo de “Tá no Ar”, ele disse em entrevistas que a proposta era fazer um humor “popular e inteligente”. Para alcançar esse objetivo, ele disse que orientou os escritores das esquetes a evitar “o sexismo, as piadas homofóbicas e preconceituosas”.

Já que não queria mais fazer piada com mulher burra e com homossexual, Melhem e sua equipe escolheram então satirizar a fé. Em uma entrevista ele afirmou: “Não estamos aqui para criticar religião. Quando fazemos uma crítica, geralmente é ao uso que se faz dela, não à religião em si. Ela a gente respeita”.

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