quarta-feira, 4 de julho de 2018

Homem pede para ser preso por agredir esposa, mas ela não aceita

Um caso de prisão por violência doméstica atípico foi registrado na Central de Flagrantes de Cuiabá na noite de quarta-feira (27). Por volta das 22h20, uma equipe da Polícia Militar foi acionada no Bairro Residencial Santa Teresinha. O homem pediu que os policiais o prendessem por agredir a esposa, mas a vítima brigou com os militares pedindo que não o levassem.

A Polícia Militar foi acionada via Ciosp, o denunciante dizia o nome da vítima e afirmava que ela estava sofrendo violência doméstica, informando o endereço em que estava.

Ao chegar no endereço citado, a equipe encontrou o suspeito, de 36 anos, que informou aos militares ter agredido sua esposa e que, por isso, os policiais tinham que levá-lo preso.

Perguntado, ele confirmou que o nome de sua esposa era o mesmo da denúncia feita ao Ciosp. Os policiais então foram com o suspeito até sua casa e conversaram com a vítima, de 33 anos, que não sabia que seu companheiro estava dentro da viatura.

Ela afirmou aos militares que era a segunda vez que acionava a Polícia Militar e que em ambas o marido tinha fugido, mas que, desta vez, ela queria representar contra ele, pois estava com hematomas na testa.

Os policiais a informaram que o marido estava detido na viatura, ela começou a discutir com o esposo e disse para os policiais que não era mais para prendê-lo, pois não iria mais registrar queixa.

A equipe então informou à vítima que seu marido já estava detido e que ela precisava acompanhá-los até a delegacia, visto que estava com hematomas na testa.

A mulher ficou exaltada e começou a desacatar os policiais dizendo que eles “não passavam de dois guardinhas”, “vocês são cachorros do Governo” e “eu pago seus salários”. Ela também afirmou que os policiais “iriam pagar pelo que estavam fazendo com ela”.

Por fim, os dois foram levados para a delegacia e, no boletim de ocorrência, tanto o marido, quanto a esposa, foram relacionados como suspeitos, ele por lesão corporal e ela por desacato à autoridade.

karina Cabral/O Livre via Portal CN1

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